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POESIA

saotome — 23-03-2008 GTM 1 @ 15:24

Poesia…asa onde voam os nossos sonhos
…manjar que alimenta a nossa alma
…chama ardente que aquece o nosso coração
…és a voz trovejante da razão
…asa branca da fraternidade
…abraçando a humanidade
…entre os povos, elo forte de ligação
…dás sentido ao nosso Fado
…raio de luz na escuridão
…guia no caminho das Estrelas
…alazão cavalgando com o vento
…luz do Sol no prenúncio de mau tempo
…encantas as noites de luar
…tens nas Estrelas o teu manto
…vestes-te com o alecrim do monte
…passeias pelos campos verdejantes
...escutas os rios murmurantes
…deténs os segredos do mar
…és a frescura da água da fonte
…e um linimento para a tristeza
...quem te inventou?
...quem te criou?
Foi Deus com toda a certeza!

São Tomé – Amora - Portugal

POR ONDE ANDARÃO

saotome — 12-03-2008 GTM 1 @ 19:32

Por onde andará
O Grande Espírito da Poesia
Com o seu sentido
De Paz, Amor e Harmonia…
Por onde andarão as palavras
Que constroem a esperança,
De um mundo melhor
Para toda a humanidade.
Que não fiquem perdidas no Vento
Nem o grito de liberdade da Gaivota
Convertido em lamento.
Por onde andarão os laços da fraternidade
Estreitando todos os corações
Que não fiquem adormecidos na Eterna Utopia
Que possam acordar um dia
Aceitarem as humanas imperfeições
E voltarem à vida terrena, sem restrições.

São Tomé

SEMENTES DE POESIA

saotome — 04-03-2008 GTM 1 @ 16:15

Sementes que germinam,
Abundantes,
Nos vastos campos
Do sonho e da fantasia,
Transformam-se
Em Seara de Cultura,
Regadas pelas chuvas
Prateadas da poesia
E amadurecidas
Pelo ouro brilhante do Sol,
Que os Ventos da Liberdade,
Vão deixando ondulantes.
Assim teremos o pão,
Fermentado por poéticos corações,
Para alimentar a Humanidade,
Enfartada de paixões,
Mas tão faminta:
- De Paz, Amor e Fraternidade.

São Tomé

AQUELA PRAIA

saotome — 04-03-2008 GTM 1 @ 16:13

Estendi meu corpo na branca areia
E deixei que a luz diáfana da manhã
O desfrutasse…
E um raio de Sol se transformasse
No teu corpo, trazido pela maré-cheia.
O sussurro do mar, como canto de sereia,
Trouxe até mim a tua longínqua voz
E eu,
De olhos cerrados como se estivéssemos sós,
Não sentia a multidão que nos rodeava,
Como se aquela praia fosse só para nós.

São Tomé

Trilogia...

saotome — 03-03-2008 GTM 1 @ 12:47

Amor sem limites, carinho, ternura,
Com asas protectoras em extremos desvelos…
Sacrificios não medidos na grande ventura.
Mãe

Sonhos elevados ao cume do Olimpo
Esperanças subindo os caminhos da virtude…
Orgulho com emoção pranteado.
Pai

Ternura, tolerância, encantamento
E a magia de voltar a ser criança…
Sentimentos amadurecidos no calor do tempo.
Avós

São Tomé - Amora - Portugal

TRILOGIA – AVSPE – Brasil - 3/3/08
http://www.avspe.eti.br/eventos/trilogia/indice.html

MANHÃ ILUMINADA

saotome — 26-02-2008 GTM 1 @ 16:56

Quando um Sol dourado
Se levanta pela manhã
E lentamente me conduz
A um caminho iluminado
Por um forte raio de luz,
Meus passos vão confiantes
Pela senda da verdade,
À procura da felicidade
Que de mim se perdeu antes,
No fragor da tempestade.

São Tomé

Visitando o Mar

saotome — 23-02-2008 GTM 1 @ 22:38

Como queria de novo ó Mar
As tuas águas singrar,
Rumo àquele porto seguro
E ancorar de novo
No cais “Sem medo do Futuro”,
Onde a minha ancora maior
Ficou presa no fundo do teu coração…
Hoje, venho só para te visitar
Para quando chegares cá deste lado,
Mas tu ainda estás muito recuado.
A linha do horizonte,
Funde-se com a penumbra
Da neblina matinal,
Limitando a minha visão,
Mas longe… Bem ao longe,
Ainda se vislumbra
A vela de um barquinho
Que como eu, anda solitário
Sobre a tua vastidão.
Também hoje não vejo
As asas das gaivotas a pairar,
Nem o seu grito para alertar
Quando algumas sardinhas
Fogem do seu cardume
E ficam pela praia a saltitar.
Mar!... Espera por mim amanhã,
Que eu por ti, irei cá voltar.

São Tomé

Gaiolas Douradas

saotome — 23-02-2008 GTM 1 @ 22:36

Não me prendas
Tu, em gaiolas douradas
Nem pretendas
Cortar as minhas frágeis asas
Que só querem alcançar
O mais profundo infinito
E elevar os meus sonhos
Até às longínquas Estrelas.
Deixa eu libertar
Pelo espaço...um estridente grito
Deixa a minha alma se alimentar
De tudo ou de nada
Porque eu sou como o Vento
Que não conhece morada
E como as ondas do Mar
Em perpétuo movimento.
Se me quiseres prender de verdade
Deixa transparecer a tua emoção,
Usa os laços da sinceridade
E prende-me sim ao teu coração.

São Tomé

Cinzas e Achas

saotome — 23-02-2008 GTM 1 @ 22:33

Cinzas revoltadas, ofegantes
Em espiral nuvem se levantam
Contra as achas incandescentes
Que num crepitar resfolegante
De fortes labaredas carmesim
Se consomem e se lamentam
Ao extinguirem dentro de mim
Remotas lembranças, ainda latentes.

São Tomé

FOLAR TRANSMONTANO ou BOLA DE CARNE

saotome — 05-02-2008 GTM 1 @ 23:40

INGREDIENTES:

1º – Fermento de padeiro 50grs

2º – 1 Colher de sopa de açúcar

3º - ½ Chávena de água morna

4º - 1 Kg de farinha s/fermento (de usos culinários)

5º - 12 Ovos

6º - ½ Colher de sopa de sal

7º - 2,5dl de azeite

8º - Carnes: Linguiça; Chouriço fumado; bacon; pernil fumado e outras a seu gosto… Cortadas em pedacinhos.

PREPARAÇÃO:
Junte à água morna o açúcar e o fermento, deixe repousar por 5 minutos até o fermento começar a fazer espuma.
Deite o quilo da farinha num alguidar e abra um buraco no meio. Junte o sal, o fermento já dissolvido na água com o açúcar e vá amassando, juntando os ovos e o azeite. A massa deve ficar bem amassada, até fazer bolhas. Se a massa estiver dura, junte mais um pouco de água morna até obter uma consistência e textura elástica ou seja até se despegar do fundo e das paredes do alguidar. Depois dá à massa uma forma de bola com ajuda de farinha. Tapa-se com um pano e por último com um cobertor, para levedar. Se for no Verão, dispensa-se o cobertor. A massa leva mais ou menos 2 horas a levedar.
Unta-se com azeite ou margarina, um tabuleiro de ir ao forno, cujas medidas 35x27cm.
Divide-se a massa em 3 porções. Forra-se o fundo do tabuleiro com uma camada, espalha-se uniformemente metade das carnes, cobre-se com a segunda porção da massa, espalha-se a restante carne e por último a terceira camada da massa.
Pressiona-se com os dedos para que as carnes fiquem todas tapadas e unem-se bem as laterais para dar melhor forma e não abrir quando está a coser no forno.
Finalmente pincela-se com gema de ovo ou azeite para ficar mais alourado.
Vai a cozer no forno cerca de 25 a 30 minutos. O forno deve já estar bem aquecido. Depois de 15 minutos pode diminuir a temperatura para ficar bem cozido e não queimar.

Bom Apetite!
São Tomé e Pinhal Dias
Fev/2008