Alma Peregrina
Quantas vezes a minha alma
Se despe subtilmente de mim
Para peregrinar pelos caminhos
Do Universo, sem fim
À procura de compreender
Porque nos comportamos assim
Com o nosso frágil e belo planeta,
Um pequenino ponto azul
Na imensidão do cosmos,
Que nós tanto maltratamos,
Sem sequer nos apercebermos
Do mal que nos fazemos,
Com a nossa insensatez
Com a absurda ambição
Da riqueza e do poder,
Como se isso pudesse valer
Para nos isentar da morte.
Mas vistos lá do alto
Somos um só corpo celestial,
Sem diferenças de raças ou credos,
Sem fronteiras ou classe social.


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