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Categoria: Cantinho Poético

SEMENTES DE POESIA

saotome 04/03/2008 @ 16:15

Sementes que germinam,
Abundantes,
Nos vastos campos
Do sonho e da fantasia,
Transformam-se
Em Seara de Cultura,
Regadas pelas chuvas
Prateadas da poesia
E amadurecidas
Pelo ouro brilhante do Sol,
Que os Ventos da Liberdade,
Vão deixando ondulantes.
Assim teremos o pão,
Fermentado por poéticos corações,
Para alimentar a Humanidade,
Enfartada de paixões,
Mas tão faminta:
- De Paz, Amor e Fraternidade.

São Tomé

AQUELA PRAIA

saotome 04/03/2008 @ 16:13

Estendi meu corpo na branca areia
E deixei que a luz diáfana da manhã
O desfrutasse…
E um raio de Sol se transformasse
No teu corpo, trazido pela maré-cheia.
O sussurro do mar, como canto de sereia,
Trouxe até mim a tua longínqua voz
E eu,
De olhos cerrados como se estivéssemos sós,
Não sentia a multidão que nos rodeava,
Como se aquela praia fosse só para nós.

São Tomé

Trilogia...

saotome 03/03/2008 @ 12:47

Amor sem limites, carinho, ternura,
Com asas protectoras em extremos desvelos…
Sacrificios não medidos na grande ventura.
Mãe

Sonhos elevados ao cume do Olimpo
Esperanças subindo os caminhos da virtude…
Orgulho com emoção pranteado.
Pai

Ternura, tolerância, encantamento
E a magia de voltar a ser criança…
Sentimentos amadurecidos no calor do tempo.
Avós

São Tomé - Amora - Portugal

TRILOGIA – AVSPE – Brasil - 3/3/08
http://www.avspe.eti.br/eventos/trilogia/indice.html

MANHÃ ILUMINADA

saotome 26/02/2008 @ 16:56

Quando um Sol dourado
Se levanta pela manhã
E lentamente me conduz
A um caminho iluminado
Por um forte raio de luz,
Meus passos vão confiantes
Pela senda da verdade,
À procura da felicidade
Que de mim se perdeu antes,
No fragor da tempestade.

São Tomé

Visitando o Mar

saotome 23/02/2008 @ 22:38

Como queria de novo ó Mar
As tuas águas singrar,
Rumo àquele porto seguro
E ancorar de novo
No cais “Sem medo do Futuro”,
Onde a minha ancora maior
Ficou presa no fundo do teu coração…
Hoje, venho só para te visitar
Para quando chegares cá deste lado,
Mas tu ainda estás muito recuado.
A linha do horizonte,
Funde-se com a penumbra
Da neblina matinal,
Limitando a minha visão,
Mas longe… Bem ao longe,
Ainda se vislumbra
A vela de um barquinho
Que como eu, anda solitário
Sobre a tua vastidão.
Também hoje não vejo
As asas das gaivotas a pairar,
Nem o seu grito para alertar
Quando algumas sardinhas
Fogem do seu cardume
E ficam pela praia a saltitar.
Mar!... Espera por mim amanhã,
Que eu por ti, irei cá voltar.

São Tomé

Gaiolas Douradas

saotome 23/02/2008 @ 22:36

Não me prendas
Tu, em gaiolas douradas
Nem pretendas
Cortar as minhas frágeis asas
Que só querem alcançar
O mais profundo infinito
E elevar os meus sonhos
Até às longínquas Estrelas.
Deixa eu libertar
Pelo espaço...um estridente grito
Deixa a minha alma se alimentar
De tudo ou de nada
Porque eu sou como o Vento
Que não conhece morada
E como as ondas do Mar
Em perpétuo movimento.
Se me quiseres prender de verdade
Deixa transparecer a tua emoção,
Usa os laços da sinceridade
E prende-me sim ao teu coração.

São Tomé

Cinzas e Achas

saotome 23/02/2008 @ 22:33

Cinzas revoltadas, ofegantes
Em espiral nuvem se levantam
Contra as achas incandescentes
Que num crepitar resfolegante
De fortes labaredas carmesim
Se consomem e se lamentam
Ao extinguirem dentro de mim
Remotas lembranças, ainda latentes.

São Tomé

POETAS

saotome 08/01/2008 @ 21:04

Poetas, que vivem na utopia
De querer mudar o Mundo.
Que loucura tão sensata,
Ver o Mundo em serenata…
Feita de Amor e Alegria!...

São Tomé

DIA DA MULHER

saotome 08/01/2008 @ 21:03

Mulher!
Frágil força da natureza,
Como cristal que nunca se quebra!...

Mulher!
Tu que tens o Mundo na mão,
Não deixes que o coração
Te derrube na fraqueza!...

Mulher!
O Mundo não existiria sem ti
Que tudo crias, que tudo alimentas;
Como as vidas, os sonhos, as fantasias,
Tudo por ti é gerado;
Até o amor mais louco e ousado
Vive nos teus olhos, sorrindo!...

Mulher!
Não deixes de ser mulher,
Não deixes de ser a mãe,
Não deixes de ser a amiga,
Não deixes de ser a ternura,
Não deixes de ser a protectora,
Não deixes de ser a dona e senhora,
Do carinho e do amor,
Que tudo vence na vida!...

São Tomé

FADO DO LADO DE CÁ

saotome 08/01/2008 @ 21:01

O gemido dolente da guitarra,
Os acordes vibrantes da viola,
A voz sentida do fadista
E o fado se canta com garra
Não nas vielas da Lisboa bairrista
Mas num recanto da cidade de Amora!

São Tomé