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Categoria: Cantinho Poético

A LUZ DO SEU OLHAR

saotome 29/12/2007 @ 02:44

Nem todas as agruras de uma vida,
Conseguem roubar a luz do seu olhar,
Esse olhar que encerra o mistério do mar,
Esse olhar que ilumina a noite escura,
E ilumina a vida de quem o souber captar.

São Tomé

ALMA NOBRE E BELA

saotome 29/12/2007 @ 02:43

Se tens uma Alma nobre e bela,
Porque a castigas com tanta dor?...
A dor que vem dos outros e não dela,
Porque duma Alma nobre e bela,
Só deve vir paz, harmonia e amor!

São Tomé

ANO NOVO

saotome 27/12/2007 @ 15:28

Chega sempre a meio da noite
Esfusiante de alegria
Ao som de foguetes estrelejando
E das taças de champanhe derramando,
Os acordes de uma ruidosa sinfonia.
Todos se abraçam e cantando,
Dão as boas vindas ao Novo Ano
Desejando-lhe muitas Felicidades
E para todos nós depositarmos nesse
As nossas renovadas esperanças
Os desejos de realizarmos os sonhos
Que ficarem por realizar.
Mas tudo irá continuar…
Como se o Ano Velho não morresse.

São Tomé – 22/12/07

O Fado e a Poesia

saotome 09/12/2007 @ 23:02

Nasceram juntos um dia
Quando a noite mal surgia,
Nas Vielas da saudade…
E jamais se separaram
Na tristeza e na alegria
Ou em vidas malfadadas
Porque o Fado e a Poesia
Andam sempre de mãos dadas.

São Tomé

V e i a s e R i o s

saotome 01/12/2007 @ 18:57

Que Obra Poética nós dois juntos,
não faríamos…se ligássemos as nossas
veias e deixássemos fluir o rio de lava
que está retido nos nossos corações!...

São Tomé

Verdadeiro Espírito de Natal

saotome 17/11/2007 @ 12:06

Quando um punhado de pinhões
Era um presente de valor…
Para jogar ao “Rapa e Tudo Pões”
No aconchego da lareira,
Com o alegre crepitar da fogueira,
Ateando toda a paz e alegria
Nos nossos pequeninos corações!
Para sentir o verdadeiro espírito de Natal
Bastava receber só um pouco de pinhões.

São Tomé

Novembro/2007

Soturno

saotome 17/11/2007 @ 12:05

Fugi á fria noite da solidão…
Procurando em ti um sol que me iluminasse
Mas as cores do Outono vieram cair mortas
Na minha mão…
E o gelado Inverno ditou que de cinzas eu me tapasse

São Tomé

Novembro /2007

Sulcos de Saudade

saotome 17/11/2007 @ 12:05

Dois olhos sulcam as águas do largo rio
Perdidos na densa névoa da saudade.
Vem ao seu encontro uma solitária Escuna
Traçando um rasto de revoltosa espuma,
E sorvendo do ar a maresia da liberdade
Um cais moribundo expira ao abandono
Do tempo feito de decisões adiadas
Duas asas soltas recortam a clara luz
Difundida pelo infinito azul profundo
E o espelho dourado das águas quebra-se
Para mostrar o seu negro rosto ao Mundo.

São Tomé
Novembro/2007

Eu Serei o Teu Mar

saotome 17/09/2007 @ 02:25

Solta esse grito lacerante que te sufoca
Esse grito que tu prendes em cada nova alvorada
Deixa que ele se liberte do teu peito, sem teres medo
E se debata com os teus sonhos para não naufragar...
Mas vem que eu serei o teu profundo Mar
Vem soltar nele esse grito, sem segredo
Libertares essas penas de gaivota ferida
Renasceres para um novo mundo,
Para uma nova vida.
Vem desaguar em mim...
Que eu serei o teu Mar profundo.

S.Tomé - Agosto 2007

Q u e F a ç o E u D e p o i s ?

saotome 04/09/2007 @ 13:29

Depois de tanto que já foi cantado,
Depois de tanto que já foi escrito,
Depois de tanto que já foi dito,
Em verso e em prosa,
Através dos séculos, através dos milénios,
Depois de tantos apelos:
Ao amor, á paz, á liberdade, á beleza,
Á preservação da natureza,
Á solidariedade,
Depois de se bradar tanta repulsa
Contra as guerras, contra a fome,
Contra a dor, contra a falta de amor,
Contra a insensibilidade,
Nem mesmo assim tudo isto junto,
Chegou para o rumo do mundo mudar,
E para fazer com que o bem,
Vencesse tanto mal,
Para travar o avanço dos Senhores da guerra
E da destruição,
Para se construir um mundo novo
A que todos igualmente temos direito!
Então o que faço eu para impedir isto? …
Interroguem-se também todos vós! …

São Tomé