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Categoria: Cantinho Poético

DIZ–ME TU CORAÇÃO

saotome 30/07/2007 @ 19:50

Coração, diz-me tu o que quero eu
Desta vida, com tanta desilusão…
Diz-me que posso eu,
Do amor ainda esperar…
Diz-mo sem peias, sem compaixão,
Antes que tudo para mim não passe
De mera ilusão…
Diz-me coração, não me tentes enganar!...

São Tomé

Visitando o Mar

saotome 30/07/2007 @ 19:48

Como eu queria de novo ó Mar,
As tuas águas singrar,
Rumo aquele porto seguro,
Ancorar de novo
No cais “Sem Medo do Futuro”,
Onde a minha ancora maior
Ficou bem presa no fundo
Do teu coração…
Hoje, venho aqui para te visitar;
Quando chegasses cá deste lado,
Mas tu ainda vens a caminho,
Ainda estás muito recuado.
A linha do horizonte,
Funde-se com a penumbra,
Da neblina matinal,
Limitando a minha visão.
Mas longe… bem ao longe,
Ainda se vislumbra
A vela de um barquinho,
Que como eu, anda solitário
Sobre essa tua vastidão…
Também hoje, não vejo
As asas de gaivotas a pairar,
Nem o seu grito de alerta,
Quando algumas sardinhas,
Fugidas do seu cardume
Ficam pela praia a saltitar.
Mar!... Espera por mim amanhã,
Que eu por ti, vou cá voltar!...

São Tomé

Entre o Céu e a Terra

saotome 30/07/2007 @ 19:46

Pertenço a um lugar que já não existe,
E porque já não existe, já não lhe pertenço.
Sou um caminho aberto á nova esperança,
Que em altos voos, pelo mundo anda a pairar,
De manhã comungo com o Sol,
À noite com as Estrelas e o Luar…
Deixo os meus tristes pensamentos ao mar…
Fico suspensa em castelos de nuvens brancas,
Que o vento leva sem saber a que lugar…
Ando á tua procura sem saber aonde te procurar,
Mas entre o Céu e a Terra, ainda te hei-de encontrar!...

São Tomé

O Vento Levou

saotome 30/07/2007 @ 19:44

Onde estão ao meus Castelos
E as minhas Fontes de Cristal?...
Onde estão os meus anelos?...
Tudo caiu… tudo desmoronou…
Tudo o Vento levou…
Só um sonho não se apagou,
E continua a edificar,
Outros Castelos, mas em altas nuvens!...

São Tomé

Eco do Seu Lamento

saotome 30/07/2007 @ 19:43

Escuto o eco de um forte lamento,
Que vem do outro lado do Oceano,
Repercutindo em mim cá deste lado.
É o eco do sangue, suor e lágrimas,
Que por terras distantes foi derramado
E por séculos acumulado.
Terras que estão abandonadas, exploradas,
Em atroz sofrimento…
Por quem não tem alma e coração.
Gritam a sua e dor ao Mar e ao Vento,
Mas em vão…
Porque ninguém escuta o seu pungimento,
De quem já foi Rainha e hoje, não!...

São Tomé

Quem Pode Viver Sem Amor

saotome 30/07/2007 @ 18:24

Amor!...Amor!...Amor!...
Quem pode viver sem o Amor?...
Seja ele de que forma for…
Estará condenado á dor e á solidão;
Mesmo que seja noutro idioma,
Teremos de vive-lo de qualquer forma.
Estaremos sempre ancorados numa paixão!

São Tomé

Deus Existe

saotome 28/07/2007 @ 16:44

Na minha noite de dor e escuridão
Não encontrei de verdade
Um ombro amigo para me apoiar.
Foi na fé e na oração,
Que consegui me reencontrar.
Deus existe!!!
Quem é que o pode duvidar!?...
ELE está sempre por perto,
É o nosso amigo mais certo,
Temos é que O saber procurar!...

São Tomé

R A Í Z E S

saotome 25/07/2007 @ 17:01

Ah! Se não fosse essa alta barreira,
Mesmo á beirinha da estrada,
Que me impede de subir
Ao mais alto desse lugar,
Como uma Águia-real, eu voaria,
Mas em direcção ao passado…
E então de novo veria:
Os campos de milho verde,
Os vinhedos alinhados e bem cuidados,
Com os seus cachos de uvas douradas,
Os lameiros de erva luzidia,
As árvores aonde eu subia, quando descobria
Que tinham algum ninho,
Só para ver os pequenos passarinhos,
O regato sinuoso e murmurante,
O canto da Poupa, da Cotovia e do Rouxinol,
- Esquivo que eu nunca via!
O Cuco anunciando a Primavera,
Os campos verdes, matizados de branco e amarelo,
Como se fossem uma única flor,
Que eu colhia para extasiar o meu olhar
Com tanta beleza e cor!
O bailado das copas dos pinheiros ao sabor do vento,
Que eu acompanhava, rodopiando e gargalhando!
Os meus pés descalços na terra,
Os meus folguedos de criança azougada,
Ah! Como então eu era feliz…
E como voltaria a viver de bom grado esse passado!...

São Tomé

NOSTALGIA

saotome 25/07/2007 @ 17:00

Vim aqui, como a te procurar,
A fingir que não sei aonde estás,
Com o pensamento envolto de saudade
Vou-me perdendo na imensidão do mar.
Na linha do horizonte, vai surgindo
A proa de um imaginário Vapor,
Que em direcção a mim, vem sorrindo,
Como a trazer-te de volta, meu Amor!
E eu então, num impulso de alegria,
Esboço um aceno com a mão.
E as gaivotas num gesto de solidariedade,
Desenham no céu a forma de um coração!...

São Tomé

Fonte da Telha/Julho -2007

Labirinto de Ideias

saotome 24/07/2007 @ 13:12

Pelo labirinto da vida,
Estão minhas ideias perdidas,
Sem encontrarem saídas,
Para tanta confusão!...

Procuram o caminho certo
Para chegar ao teu coração,
Que também anda perdido
Sem encontrar conexão!...

Às vezes andam tão perto,
Mas sem saber aonde vão,
Seguem pelo lado incerto
E nunca se encontrarão!...

Terei mesmo que insistir
Sem perder as esperanças,
Depois de tantas andanças,
Deste labirinto sair!...

São Tomé