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Hei-de Voltar

saotome — 08-11-2008 GTM 1 @ 22:21

Hei-de voltar… Voltar sempre
Ao teu pó, ao teu chão
Abraçar-te com carinho
Mesmo que o mundo se ausente,
Mesmo que se levante
Poeira no meu caminho.
Para te olhar ternamente
Nos matizes dos teus campos,
Colher as amoras já maduras,
Sentir o aroma de cada rosmaninho.
Perscrutar o firmamento
Na placidez das noites mais escuras
Ouvindo o sussurro do vento
E olhar no céu esses luzeiros,
Para onde foram os primeiros
Sonhos, que ainda acalento,
Como se o espaço do tempo
Não fosse maior que um menino
Brincando nas asas do vento.
Para ti hei-de voltar
Sempre que a saudade apertar.

São Tomé

Olhares Perdidos na Cidade

saotome — 23-10-2008 GTM 1 @ 22:00

Andam olhares perdidos
No meio da multidão
Aos vagos rostos fugidos.
Parecem intrépidos remoinhos
De folhas mortas no chão
São olhares bem diluídos
No crepúsculo das fachadas
Nuas e degradadas
Que esperam ansiosas
Pelas iminentes derrocadas
De suas vidas já vencidas.
São olhares amedrontando
O coração da cidade,
(Invadida por bandos de corvos
em aves do paraíso disfarçados)
Olhares ansiosos espreitando
O dobrar de cada esquina
Ou galgando o velho muro,
Tentando vislumbrar
Um melhor caminho pró futuro.

São Tomé

Bom Dia! Bom Dia!

saotome — 04-10-2008 GTM 1 @ 22:20

Rosa Vermelha

(Muito especial para a talentosa poetisa
São Tomé
Com muito carinho)

(Tudo quanto é bom se deve dividir
Com os amigos)

SENHORA
Bom dia! Bom dia! Lá fora Febo convida,
Ir assistir ao seu festival d’aureo fulgor,
A passada ajuda ao concerto como cantor,
Ou seja o arauto com um novo dia de vida!

Que nos chama ao festejo ao nosso favor
Que promete ser dádiva divina prometida,
A gozar; é um dia que vai passar de corrida,
É um dia que Deus nos dá pra lhe dar valor!

Tudo mexe, canta; Além a lépida toutinegra,
Busca musgo, palhinhas pra ninho, terra negra,
O jardim em arrebol, mostra os rebentos seus…

É dia! Aí vem um bom dia, que lhe comunico,
São horas de aspirar este momento rico,
Um dia assim lindo é um brinde de Deus!

Nelson Fontes Carvalho ( Nelfoncar)

AMORA / Belverde

S.MAMEDE DE RIBATUA

saotome — 05-09-2008 GTM 1 @ 08:42

(Homenagem fidedigna)
… “Uma arca cultural ainda de pé
em Ribatua… a Família Tomé

Alvaredo abraça outro Pinhal
Terra acolhedora e fenomenal
Gente que enraizou as suas fontes
Abraço do Douro… Trás-os-Montes.

Um povo educado, refaz ciranda
Com seus jovens filiados na Banda
Promovem festejos com arraiais
Com valiosa cobertura de jornais.

A linha do Tua já cansada ruiu
Uma barragem?…a linha sucumbiu
Deixou povo comovido entre nós.

Destacado jardim das laranjeiras
Este lugar de boas clareiras
Laureano estatuou seus avós.

Pinhal Dias – Amora – Portugal

Pão

saotome — 09-07-2008 GTM 1 @ 14:13

Pão, que foi Divino manjar
De Cristo, na última Ceia
Feliz é aquele que semeia
Para ao mundo o poder dar.
(Ribatua – Amora)

Pão-nosso de cada dia
À mesa traz alegria
Pão simboliza o corpo
À família o seu conforto.
(São Tomé – Amora)

“Homenagem aos Dois Amores”

saotome — 23-06-2008 GTM 1 @ 12:00

Homenagem vestida de verde
Ao Nelson e à Dolores
Que moram em Belverde
Na vivenda “Dois Amores”.

Vivem uma relação mantida
Do que melhor há na vida
Muito amigos, muito unidos
São esposos estremecidos.

Gostam de animais e flores
Revelam um grande coração
Vivem em perfeita comunhão
Na casa dos “Dois Amores”.

Ele que muito tem sofrido
E diz ter falta de saúde
A vida não lhe tem sorrido
Desde a sua juventude.

A melhor das enfermeiras
Que é a sua querida Dolores
As dores ficam passageiras
Na vivenda “Dois Amores”.

São Tomé

Raiz Que Me Prendia

saotome — 28-05-2008 GTM 1 @ 15:00

Arranquei essa raíz que me prendia
À terra vermelha, que cantei ainda em flor
Onde a luz da aurora despertava o meu amor
Que nos braços indolentes do rio adormecia.

Arranquei essa raíz que me prendia
À franja verde da encosta, onde o meu olhar subia
Ao encontro do infinito azul celeste,
Que por entre o arvoredo me sorria.

Arranquei essa raíz que me prendia
Á azáfama das "Pintadas" ciscando a terra,
Numa luxuriante embriaguês silvestre
Entoando à vida o seu alegre cacarejar.

Arranquei essa raíz que me prendia
À terra vermelha, dos aromas inebriantes
Que a chuva misturava e a brisa difundia
Ao som de exótica sinfonia das rãs a coaxar.

Arranquei essa raíz que me prendia
Ao sonho, que um dia ela voltaria a brotar,
Mas o sonho não passou de quimera, de utopia
E o tronco entorpecido ficou no tempo a flutuar.

Donos do Mundo

saotome — 16-05-2008 GTM 1 @ 16:01

Dentro de mim, coabitam em dualidade
O Silêncio explodindo no trovão,
Que catapultam a voz da minha razão
Aos vastos campos da irracionalidade.

Que caminhos percorre a humanidade?...
Por este planeta feroz, mas ainda rotundo
Porque não se chega à consensualidade
Que ninguém é o verdadeiro dono do mundo.

NAS ASAS DO CONDOR

saotome — 16-05-2008 GTM 1 @ 15:43

Nas asas do Condor voa meu sonho
Tangendo o purpúreo horizonte
Na linha azul do verde-mar,
Traçando uma directriz, plangente
Ao iniciar a descida inclemente
Para um mundo mais real.
Nas alterosas, o silêncio é lei absoluta
E o mundo abaixo,parece quieto, sublime
Sem o abismo da consistente luta.
Mas o sonho, é sonho, é quimera
Como a ilusão no vórtice do turbilhão.
O mundo real fica mais frio, mais cruel
Com o gosto agridoce do mel e do fel.
E quando o Condor no céu é uma visão,
Carrega nas asas o meu sonho
E o um icástico coração.

POESIA

saotome — 23-03-2008 GTM 1 @ 15:24

Poesia…asa onde voam os nossos sonhos
…manjar que alimenta a nossa alma
…chama ardente que aquece o nosso coração
…és a voz trovejante da razão
…asa branca da fraternidade
…abraçando a humanidade
…entre os povos, elo forte de ligação
…dás sentido ao nosso Fado
…raio de luz na escuridão
…guia no caminho das Estrelas
…alazão cavalgando com o vento
…luz do Sol no prenúncio de mau tempo
…encantas as noites de luar
…tens nas Estrelas o teu manto
…vestes-te com o alecrim do monte
…passeias pelos campos verdejantes
...escutas os rios murmurantes
…deténs os segredos do mar
…és a frescura da água da fonte
…e um linimento para a tristeza
...quem te inventou?
...quem te criou?
Foi Deus com toda a certeza!

São Tomé – Amora - Portugal