Pinheiros da minha Terra
Mil pinheiros se levantam,
Em frente à minha janela,
Como soldados garbosos,
Perfilados para a guerra!...
Lançam dardos e flechas,
Quando o vento os açoita,
Mas sempre ficam de pé,
Firmes e destemidos,
Como a quererem proteger-me
De imaginários perigos!...
Meus olhos ficam da cor
Do verde das suas fardas,
Retenho-lhe a sua imagem
Para onde será que eles vão?...
Meus soldados quem me dera,
Que ficassem sempre aí,
Meus olhos pedem-lhe paz.
Que o fogo inimigo não os destrua
E que as raízes que lançarem,
Cheguem mesmo à minha rua!...
São Tomé


Do Melhor
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del.icio.us
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