Mar de Todas as Saudades
Mar!... Eis-me de novo aqui
A desaguar o rio das minhas lágrimas,
Que vão fluindo para dentro dessa acalmia,
Hoje, espelhada pelos primeiros
Raios de Sol, desta luminosa manhã,
Deixo-te o grito do meu coração,
Angustiado de dor e de saudade,
(porque é de saudade este meu grito)
Que se embrenha com o meu pensamento
Na longitude,
Até se perder no azul do infinito.
E assim poder ir ao teu encontro
Mas do outro lado, além do equador.
Ah, se eu pudesse transformaria esta dor
Num pequeno Delfim ou numa Sereia,
E trazia-te de volta para mim.
Mas vai tu e leva o meu lamento
Para aquelas belas praias ir beijar…
Praias que um dia se enfeitaram assim
De palmeiras, como mais nenhuma
Para me deitar contigo em cima da areia,
Salpicada de branca espuma,
Esperando a brisa do entardecer
E o Pôr-do-Sol mais belo de se ver!
Mar de todas as saudades….
É a minha saudade de ti, que não tem fim!...
São Tomé - Agosto/2007


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