CABELOS NEGROS
Cabelos negros ondeantes como calmas marés,
Moldura perfeita de um rosto angelical,
Realçando a brancura de uma tez
E a verdura de um intenso e meigo olhar.
Quando soltos ao vento, em frenético desalinho,
Lembravam aves precursoras á procura do seu ninho.
Como a noite sem luar, em longa cascata caídos,
Como um manto a tapar os ombros adormecidos.
Mas o inexorável tempo tudo levou sem compaixão…
Agora, em vez de negros, já são brancos;
Perderam o brilho e a cor, ficaram sem os encantos,
E lá vão caindo como folhas mortas, soltas pelo chão,
Testemunho de quem foi jovem e formosa e hoje, já não!...
São Tomé – Agosto/2007


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