Sulcos de Saudade
Dois olhos sulcam as águas do largo rio
Perdidos na densa névoa da saudade.
Vem ao seu encontro uma solitária Escuna
Traçando um rasto de revoltosa espuma,
E sorvendo do ar a maresia da liberdade
Um cais moribundo expira ao abandono
Do tempo feito de decisões adiadas
Duas asas soltas recortam a clara luz
Difundida pelo infinito azul profundo
E o espelho dourado das águas quebra-se
Para mostrar o seu negro rosto ao Mundo.
São Tomé
Novembro/2007


Do Melhor
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